sábado, 28 de fevereiro de 2009

Minhas mulheres e seus homens



Dez mulheres fazem parte da minha lista de amigas de fé, irmãs camaradas. Compartilhamos tudo o que é possível: experiências, afetos, desafetos, tpms . Maridos e namorados não são socializados (e o meu ninguém tasca, vou logo avisando...). Para os novos interesses, a boa e velha lei do “eu vi primeiro” evita (nem sempre, é verdade) maiores transtornos. E assim vamos vivendo, tal qual canção sertaneja, entre tapas e beijos. Com um placar que confere ampla vantagem aos beijos, felizmente.
Estamos unidas na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença. Na presença e na distância. Estamos conectadas de forma literal e metafórica.De vez em quando, tal conexão vem à tona de maneira única. Foi assim no nascimento do Bernardo, filho da Mari, que acompanhamos juntas em diferentes regiões do país. Choramos em coro o primeiro choro dele. Tão dela. Tão nosso.
O Bernardo nasceu fazendo parte de uma tradição. Minhas mulheres que já são mães só geraram homens. E assim, em diferentes épocas e circunstâncias vieram ao mundo: Greco, Lucio, Caio, Lucas, Gil. Minhas mulheres não brincam em serviço. Na hora da tal propagação da espécie, elas propagaram o espécime que mais nos interessa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Delírios de leitora




No livro Uma história da leitura, Alberto Manguel cita a seguinte frase: “para os leitores, deve haver um milhão de autobiografias, pois parece que encontram, livro após livro, os traços de suas vidas”.
Passei os últimos dias lendo e relendo A vida como ela é, de Nelson Rodrigues. Lembrei da frase mencionada por Manguel e pensei: batata!
Não, eu não sou uma esposa adúltera, uma ninfeta diabólica, a dama da lotação (ainda que utilize bastante tal meio de transporte), tão pouco uma virgem com tendências suicidas. No entanto, os sentimentos que movem essas personagens são assustadoramente absurdos e familiares na mesma medida.
Tão absurdos e tão familiares que invadiram meu sonho noite passada. Sonhei que caminhava pelo centro da cidade, quando entrei em uma igreja para assistir a um casamento. Depois do atraso habitual, a noiva chegou na cerimônia, sem a menor cerimônia, agarrada a um sujeito sem camisa, que bebia champanhe no bico. Na mesma hora, um grito ecoou na igreja: CRETINA!
Acordei rindo do meu sonho delirante causado pela overdose de A vida como ela é.
Enquanto registro o fato, penso que tenho que escolher o próximo livro que vai me acompanhar por horas, momentos ou dias. Que sua presença seja marcante. Que ele se inscreva no íntimo – a ponto de invadir os meus sonhos e provocar novos delírios.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DIVA



Gosto do conjunto da obra, com destaque para as coreografias no terraço e para a mensagem "subliminar" de quem editou o vídeo- a primeira vez que a moçoila canta: "eu sou linda" ... a imagem dela sai de cena e cede lugar a um boneco do Sherek. Totalmente fora de contexto, mas beeem dentro do contexto.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O emprego que eu queria


Bem, o orkut tinha uma série limitada de sortes do dia. Variava pouco. A previsão se resumia basicamente a: você terá uma velhice confortável OU você e sua mulher serão muito felizes. Futuro ( mais ou menos) simples. Afinal de contas, faltava arrumar uma mulher. Mas a felicidade tava ali. Garantida. Prometida. Era só uma questão de envelhecer e de sair do armário. Não necessariamente nessa ordem.

Agora, o Seu Google resolveu que aquelas sortes tavam manjadas demais. E deecidiu reciclar a coisa. Imagino que deu uma grana pra um fulano qualquer e disse: escreve umas merdas novas pra gente colocar nessa porra. O que o cara fez? Obedeceu. Direitinho. Eis minha sorte(?) do dia:

A pessoa que lê sua sorte não está se sentindo bem. Esperamos que você esteja.

Não vou me estender em grandes divagações. A moral da história é: eu quero esse emprego. Quero escrever sortes do dia. Quero ganhar dinheiro escrevendo coisas non sense.Alguém sabe como entro em contato com o Seu Google?

A pessoa que escreveu esse texto não está batendo bem. Espero que você esteja.