
Dez mulheres fazem parte da minha lista de amigas de fé, irmãs camaradas. Compartilhamos tudo o que é possível: experiências, afetos, desafetos, tpms . Maridos e namorados não são socializados (e o meu ninguém tasca, vou logo avisando...). Para os novos interesses, a boa e velha lei do “eu vi primeiro” evita (nem sempre, é verdade) maiores transtornos. E assim vamos vivendo, tal qual canção sertaneja, entre tapas e beijos. Com um placar que confere ampla vantagem aos beijos, felizmente.
Estamos unidas na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença. Na presença e na distância. Estamos conectadas de forma literal e metafórica.De vez em quando, tal conexão vem à tona de maneira única. Foi assim no nascimento do Bernardo, filho da Mari, que acompanhamos juntas em diferentes regiões do país. Choramos em coro o primeiro choro dele. Tão dela. Tão nosso.
O Bernardo nasceu fazendo parte de uma tradição. Minhas mulheres que já são mães só geraram homens. E assim, em diferentes épocas e circunstâncias vieram ao mundo: Greco, Lucio, Caio, Lucas, Gil. Minhas mulheres não brincam em serviço. Na hora da tal propagação da espécie, elas propagaram o espécime que mais nos interessa.

